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Identidade, Mia Couto

Quarta-feira, 11.03.09

Já fazia algum tempo que não me debruçava sobre a poesia.
Houve uma altura, algures no meu passado, em que me identificava muito com a poesia e lia imenso esse género. Depois cansei-me e liguei-me a outras leituras.

Agora com a nova colecção da revista Visão, a poesia entrou novamente na minha vida.

Ainda bem que as revistas portuguesas fazem essas "ofertas" de forma a conseguirmos livros de excelentes escritores a preços simbólicos.

A colecção de que falo - "Frente e Verso" - lança todas as semanas uma obra de poesia e uma obra de prosa do mesmo escritor e por apenas 0.50 cêntimos!!!

 

Um dos livros é o do escritor moçambicano Mia Couto e a poesia dele é deveras marcante (Raíz de Orvalho e Outros Poemas); o mesmo não posso dizer na prosa (O Fio das Missangas).

Mas quem sou eu para pôr em causa a credibilidade de um escritor como Mia Couto? O homem que já foi galardoado com o Prémio Vergílio Ferreira (1999),  com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas (2007) e com o Prémio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura pelo seu romance O Outro Pé de Sereia. De muitos dos poemas que gostei, vou citar o inicial, datado de Setembro de 1977:

 

Pois, não sou ninguém como o romeiro de Frei Luís de Sousa.

 

De muitos dos poemas que gostei, vou citar o inicial, datado de Setembro de 1977:

 

Identidade

Preciso de ser outro

para ser eu mesmo

 

Sou grão de rocha

Sou o vento que a desgasta

 

Sou pólen sem insecto

 

Sou areia sustentando

o sexo das árvores

 

Existo onde me desconheço

aguardando pelo meu passado

ansiando a esperança do futuro

 

No mundo que combato

morro

no mundo por que luto

nasço.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Paula Patricio às 21:03

2 comentários

De São a 13.03.2009 às 20:39

1977...Bom ano, boas colheitas, boa produção artística! ;)

De Paula Patricio a 14.03.2009 às 09:29

Oh pá!!!!
Fiquei rão contente quando vi o teu comentário!!!!
Bem-vinda ao meu cantinho :)
1977 foi ano de boas colheitas, mas 1978 não ficou atrás. Enfim, a década de 70 foi de excelentes colheitas.
Beijo grande e volta sempre :)

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